sexta-feira, 20 de maio de 2011

Provas para identificação de bactérias - CATALASE E COAGULASE


CATALASE
Estrutura catalase
PRINCÍPIO
A catalase é uma enzima que decompõe o peróxido de hidrogênio (H2O2) em água e oxigênio.
UTILIDADE
Para StaphylococcusStreptococcusEnterococcusListeriaCorynebacteriumMicrococcusBacillusMoraxella catarrhalis.
INOCULAÇÃO
  • Colocar uma gota de peróxido de hidrogênio (água oxigenada) 3% sobre uma lâmina em um tubo;
  • Com auxílio de fio bacteriológico, agregar a colônia em estudo na gota de peróxido de hidrogênio.
Catalase test
INTERPRETAÇÃO
+ Positivo: Presença imediata de bolhas - a produção de efervescência indica a conversão do H2O2 em água e oxigênio gasoso.
- Negativo: Ausência de bolhas ou efervescência.

COAGULASE
PRINCÍPIO
Verificar a capacidade de microrganismos reagirem com o plasma e formarem um coágulo, uma vez que a coagulase é uma proteína com atividade similar à protombrina, capaz de converter o fibrinogênio em fibrina, que resulta na formação de um coágulo visível. ƒ Pode ser encontrada em duas formas que possuem diferentes propriedades: coagulase conjugada e coagulase livre.
coagulase conjugada (prova em lâmina), é também conhecida como fator de aglutinação, encontra-se unida à parede celular bacteriana e não está presente em filtrados de cultivos. Quando as células bacterianas são suspensas em plasma (fibrinogênio), formam-se cordões de fibrina entre elas, o que causa agrupamento sob a forma de grumos visíveis.
coagulase livre (prova em tubo), é uma substância similar à trombina e está presente em filtrados de cultivos. É secretada extracelularmente e reage com uma substância presente no plasma denominado Fator de Reação com a Coagulase – CRF, para formar um complexo que, por sua vez, reage com fibrinogênio, formando fibrina (coágulos). Quando uma suspensão em plasma do microrganismo produtor de coagulase é preparada em tubo de ensaio, forma-se um coágulo visível após o período de incubação.
UTILIDADE
Separar as espécies de Staphylococcus de importância clínica,  S. aureus – coagulase positiva, das
demais espécies – coagulase negativa.
INOCULAÇÃO
Coagulase conjugada:
  • Traçar dois círculos com lápis de cera em uma lâmina de vidro;
  • Colocar duas gotas de água destilada ou solução fisiológica estéreis dentro de cada círculo;
  • Com auxílio de um fio bacteriológico agregar a colônia em estudo, homogeneizando delicadamente em cada círculo;
  • Colocar uma gota de plasma para a prova de coagulase  em um dos círculos;
  • No outro círculo, adicionar outra gota de água destilada ou solução fisiológica estéreis, como controle;
  • Homogeneizar com palito de madeira;
  • Inclinar a lâmina delicadamente, para frente e para trás;
  • Observar presença de aglutinação.
Coagulase livre:
  • Com auxílio do fio bacteriológico,  suspender colônias em estudo em caldo BHI  e colocar em estufa à 37ºC até que turve;
  • Se necessário, acertar a turbidez até 0,5 da escala de MacFarland;
  • Em um tubo de ensaio estéril, colocar 0,5 ml de plasma reconstituído e 0,5 ml do caldo BHI com crescimento bacteriano recém turvado;
  • Incubar em estufa à 35ºC 4 horas;
  • Verificar se há presença de coágulo;
  • Se não houver presença de coágulo, incubar o tubo em temperatura ambiente e repetir as leituras com 18 e 24 horas de incubação.
INTERPRETAÇÃO
Coagulase conjugada:
+ Positiva: formação de precipitado branco e aglutinação dos microrganismos da suspensão, após 15 segundos, no círculo que contém o plasma.
- Negativa: ausência de aglutinação no círculo que contém o plasma.
A presença de precipitado ou aglutinação, torna a prova inespecífica, devendo ser repetida a prova em tubo.
catalase
Coagulase livre:
+ Positiva: presença de qualquer grau de coágulo.
- Negativa: ausência de coágulo.
COAGULASE

domingo, 15 de maio de 2011

O que é uma Liga Acadêmica?

liga




O que é uma liga acadêmica?
As Ligas Acadêmicas são entidades sem fins lucrativos com duração ilimitada, criadas e organizadas por acadêmicos, professores e profissionais que apresentam interesses em comum. Constituem-se por atividades extra-classe e devem ter ações voltadas para o ensino e para a para educação relacionada à saúde.
Qual o objetivo de uma liga acadêmica?
Os objetivos das ligas incluem quatro áreas, sendo elas: Ensino, pesquisa, extensão e laboratorial, que englobam trabalhos comunitários, treinamentos práticos, reuniões científicas, etc.
Quem pode participar?
Qualquer acadêmico do curso de biomedicina, após um processo de admissão, sendo que apenas acadêmicos da instituição podem assumir a diretoria, esta que será ocupada inicialmente pelos fundadores da liga.

Aguardem mais novidades!

Escolha apenas dois... Não dá pra manter os três

faculdade

Postado por Graziele Ribeiro

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH)

A infecção hospitalar é causa de grande preocupação das instituições de saúde do Brasil. Enquanto a média mundial de índice de infecção é 5%, o país apresenta o porcentual de 15,5% entre os pacientes internados, conforme dados do Ministério da Saúde. Um número que assusta não só os pacientes, como também as instituições de saúde, que, por conseqüência, têm suas despesas elevadas.
Para reduzir os riscos de ocorrência de infecção hospitalar, um hospital deve constituir uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), que é responsável por uma série de medidas como o incentivo da correta higienização das mãos dos profissionais de saúde; o controle do uso de antimicrobianos, a fiscalização da limpeza e desinfecção de artigos e superfícies, etc.

Essa comissão deve:
  1. desenvolver ações na busca ativa das infecções hospitalares;
  2. avaliar e orientar as técnicas relacionadas com procedimentos invasivos;
  3. participar da equipe de padronização de medicamentos;
  4. prevenir e controlar as infecções hospitalares;
  5. controlar a limpeza da caixa de água;
  6. controlar o uso de antibióticos;
  7. implantar e manter o sistema de vigilância epidemiológica da infecções hospitalares;
  8. elaborar treinamentos periódicos das rotinas do CCIH;
  9. manter pasta atualizada das rotinas nas unidades;
  10. executar busca ativa aos pacientes com infecção;
  11. fazer análise microbiológico da água.

Seu objetivo

A CCIH tem o objetivo não somente de prevenir e combater à infecção hospitalar, beneficiando dessa maneira toda a população assistida, mas também proteger o hospital e o corpo clínico. Deve manter arquivados documentos que comprovem a legalidade de sua existência, rotinas de sua funcionabilidade, protocolos que orientem o tratamento mais adequado efetivado ao paciente e sobretudo dados estatísticos que demonstrem os índices de infecção do hospital, para que, solicitados judicialmente, possam ser comprovados, mantendo estes índices de infecção dentro dos limites aceitáveis, comparativamente.
A legislação básica sobre infecção hospitalar, regulamentando a criação das CCIH, permite o estabelecimento de medidas de acordo com as particularidades do hospital. Medidas no combate à infecção para o grande hospital, com enorme corpo clínico e atendimento em todas as áreas médicas, evidentemente mais suscetível às infecções, podem ser diferentes das do pequeno hospital, com menor corpo clínico e especializado; entre estes extremos, têm-se as inúmeras variáveis.




Postado por: Afrânio F. Evangelista

Placa de Petri

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Antes de 1877 cientistas eram frustrados quando o assunto era estudar culturas de células. A maioria dos recipentes usados eram tigelas ou garrafas, mas estes eram difíceis de trabalhar e tendiam a tornar-se contaminados.
Então, Julius Richard Petri pensou em criar um prato redondo e de pequeno porte, que fez o processo científico mais fácil de trabalhar,  permitindo que as células amadurecessem rapidamente com o auxílio de uma mistura de crescimento e, portanto, tornaram-se modelos mais simples de análise.
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Julius Richard Petri (31 de Maio de 1852 – 20 de Dezembro de 1921) foi um Bacteriologista Alemão que recebeu o crédito pela invenção da Placa de Petri enquanto trabalhava como assistente de Robert Koch.
Petri estudou medicina na Academia para Médicos Militares (1871–1875) e recebeu seu diploma de médico em 1876. Ele continuou seus estudos no Hospital Charité em Berlim e foi um médico militar ativo até 1882, continuando como reservista.
petri dishes
De 1877 a 1879 foi designado para o Gesundheitsamt Kaiserliches (Serviço de Saúde Imperial) em Berlim, onde se tornou assistente de Robert Koch. Seguindo a recomendação de Angelina Hesse, a mulher nova-iorquina do outro assistente, Walther Hesse, o laboratório de Koch começou a cultura de bactérias em placas de ágar.
Petri, em seguida, inventou o prato de cultura padrão, ou placa de Petri, e desenvolveu a técnica de cultura em ágar para purificar ou clonar colônias bacterianas derivadas de células individuais. Este avanço foi possível identificar rigorosamente a bactéria responsável pela doença.
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Postado por Graziele Ribeiro
Créditos : Blog Biomedicina Padrão